terça-feira, 14 de setembro de 2010

Teatro para o dia das mães

UM PRESENTE PARA MAMÃE

                                               
 

                                                               Autora: SANDRA C.P. BORDIN e

                                                                           LUCIANA PRACONI STORTI

 
 

PERSONAGENS:

 
 

Cristina

Marcos

Joana

Pedro

Mãe de Cristina

Mãe de Marcos

Mãe de Joana

Nossa Senhora Aparecida

Alguns adultos e crianças para fazerem de figurantes, que estão de um lado para o outro com pacotes de presentes nas mãos.

 
 

CENÁRIO: de uma praça com um banco.

 
 

Coment.- Sábado véspera do dia das mães, as ruas da cidade estão cheia de gente comprando presentes.

E algumas crianças que brincavam na praça comentam:

 
 

JOANA – Nossa! Como as ruas estão cheias hoje, todo mundo comprando presente, até parece véspera de natal!

 
 

MARCOS- AH! Joana, é porque amanhã é o dia das mães, se esqueceu?

 
 

JOANA -  é difícil eu me lembrar, já que não tenho mãe. – diz Joana triste.

 
 

CRISTINA – Sorte sua, as mães vivem mandando na gente, não deixa a gente fazer o que queremos.

 
 

PEDRO – Sorte nossa não, a Joana e eu vivemos na rua, sem uma casa, sem comida, sem carinho e sem amor, se eu pudesse escolher preferia ter uma mãe que mandasse em mim.

 
 

MARCOS – Minha mãe é mandona, as vezes briga comigo, mas sei também que ela me ama muito. Outro dia, cheguei em casa machucado e minha mãe veio logo me socorrer, toda preocupada, já pensou, se eu não tivesse ela! quem cuidaria de mim?

 
 

CRISTINA- É Marcos nisso você tem razão. Você já comprou o  presente para sua mãe?

 
 

MARCOS – eu...eu, bem eu não tenho dinheiro para comprar um presente para minha mãe. – diz Marcos triste

 
 

CRISTINA – E como você espera que ela fique contente? Pois eu já estou indo comprar um presente para minha mãe, e vou comprar algo bem chique – e sai toda exibida.

 
 

MARCOS – e agora, eu amo tanto a minha mãe, e não queria vê-la infeliz, mas eu não tenho dinheiro, o que faço? – pergunta Marcos para seus amigos Joana e Pedro.

 
 

JOANA – Eu acho Marcos que você pode dar o que você tem!

 
 

MARCOS – mas eu não tenho nada, nem um centavo! – diz mostrando os bolsos vazios.

 
 

JOANA – você disse que ama sua mãe, não foi? Então lhe de o seu amor, tenho certeza que ela ficará muito feliz.

 
 

PEDRO – concordo com Joana, eu mesmo não ficaria triste de não ganhar um presente, se alguém me desse uma mãe que me amasse, cuidasse de mim, brincasse comigo, e eu pudesse abraçá-la quando estivesse com medo, diria para minha mãe, todos os dias que ela é o meu tesouro, mas infelizmente eu não tenho mãe.

 
 

MARCOS – Sabem vocês me deram uma ótima idéia- diz animado – vou logo dar um jeito de arranjar um presente para minha mãe – e dizendo isso vai saindo, mas lembrando-se dos amigos que não tem mãe se volta e diz – ei por que vocês não arrumam uma mãe?

 
 

JOANA E PEDRO: Como?!

 
 

MARCOS – É! Vocês nunca ouviram falar de pessoas que adotam filho dos outros? tentem arrumar uma família para vocês! – e sai de cena.

 
 

JOANA – é mesmo Pedro!

 
 

PEDRO – Mas será que alguém vai querer ficar com a gente, estamos sujos, nossas roupas estão rasgadas.

 
 

JOANA – Tenho certeza que existem muitas pessoas boas neste mundo, e sujeira sai. Vamos tentar Pedro, não temos nada a perder mesmo.

 
 

PEDRO – Está certo Joana, vamos tentar você  procura uma mãe daquele lado, e eu  procuro deste outro.

 
 

JOANA -  Ta legal, Pedro e boa sorte! – sai Joana toda animada.

 
 

PEDRO – Boa sorte pra você também Joana.  

 
 

COMENT.  Joana e Pedro ficam nas ruas perguntando para as pessoas se elas querem adota-las, mas na maioria das vezes são ignorados, alguns chegam a empurra-los porque acham que eles querem roubar, outros olham com olhar de repulsa outros com olhar de piedade, mas ninguém teve coragem de adotar Joana ou Pedro.

Até que chegou a noite, cansados de procurar uma mãe, a tristeza e a decepção eram tantas que as lágrimas rolavam pelo rosto.

 
 

JOANA – Puxa, procurei tanto, queria tanto ter uma família mas ninguém me quis. –

 
 

COMENT. Joana chorava e chorava e nem percebeu que vinha chegando uma mulher triste e que também chorava, ela vendo Joana  se aproximou e perguntou:

 
 

MÃE DE JOANA – O que foi querida? Você está machucada?

 
 

JOANA – oh! Não Senhora, é que estou triste, pois amanhã é o dia das mães e eu não tenho uma mãe para abraçar, sou sozinha no mundo.

 
 

MÃE DE JOANA – É acho que sei como você se sente. Pois eu também estava chorando, este é o primeiro dia das mães que passo sem meu filhinho, que morreu atropelado.

 
 

JOANA – Puxa! Sinto muito senhora....é a Senhora chora porque não tem um filho e eu choro porque não tenho uma mãe. Tudo isso é mesmo muito triste.

 
 

As duas permanecem em silêncio até que uma idéia surge, e as duas falam ao mesmo tempo.

 
 

JOANA – Você podia ser minha mãe!

 
 

MÃE DE JOANA – Você podia ser minha filha!

 
 

JOANA – OH! Que legal! Então posso lhe chamar de mamãe?

 
 

MÃE DE JOANA – Claro que pode, pois a partir de agora você será minha filha, e como eu quero ser uma boa mãe pra você, vamos logo para casa que vou cuidar de você.

 
 

JOANA – isso é tudo que eu sempre quis, e também quero ser boa filha, mãe! e vou começar agora! -  e Joana começa a beijar a mãe.

 
 

COMENT. – Joana e a nova mãe vão para casa felizes pois uma encontrou felicidade com a outra.

 
 

PEDRO não teve a mesma sorte. Procurou muito mas não encontrou ninguém, triste e decepcionado deitou- se no banco da praça e ali passou a noite, noite esta fria e de chuva, mas Pedro não se importava com mais nada.

 
 

Enquanto isso Cristina entregava seu presente para sua mãe.

 
 

CRISTINA – feliz dia das mães! Espero que você goste, ele foi bem caro, e eu estou com os pés doendo de tanto andar. – diz sentando-se e mal ligando para a mãe.

 
 

MÃE DE CRISTINA – Minha filha você não está se precipitando! o dia das mães é amanhã.

 
 

CRISTINA – É...só que amanhã eu vou sair com a galera, por isso estou lhe dando o presente hoje, o que achou?

 
 

MÃE DE CRISTINA –O que eu achei?!  Acho que eduquei você mal minha filha, o que eu mais quero no dia das mães é a sua atenção o seu carinho, não presente caro, e você ainda me diz que não vai ficar comigo amanhã?!

 
 

CRISTINA – a mãe não começa com drama, lá vem a senhora querer me proibir de sair com meus amigos e...

 
 

MÃE DE CRISTINA – Não filha, eu não vou te proibir, faça o que estiver no seu coração, saiba apenas que este não é o presente que eu quero ganhar de você, mas eu sei esperar, um dia quando você for mãe como eu, talvez... talvez você entenda o que eu desejo mais que tudo na minha vida.

 
 

( a mãe começa a se afastar, mas para quando a filha lhe chama)

 
 

CRISTINA – Mãe espera,me perdoa, só não queria dar o braço a torcer, por causa de nossa diferenças e por achar que eu não era tão importante na sua vida. Mas eu te amo muito, mãe.

 
 

MÃE DE CRISTINA – Eu também te amo filha e não existe nada mais importante na minha vida do que você! Desculpe-me se eu a fiz sentir que não era amada.

(conversando e rindo abraçadas vão saindo de cena)

 
 

COMENT. QUE bom! Mãe e filha se entenderam. Já amanheceu e Marcos está ansioso para entregar seu presente.

 
 

MARCOS – Venha mamãe, não vale olhar em! só quando eu disser que pode.

 
 

Mãe de MARCOS – ah! Meu filho o que você está planejando seu danadinho. – diz dando risada.

 
 

MARCOS – Calma que a senhora logo vai ver. – então ele se ajoelha na frente da mãe segurando uma flor e um cartão no formato de coração com um espelho dentro e diz – Pronto, mãe, agora você pode olhar.

 
 

MÃE DE MARCOS – Meu filho!  o que é isso? - Diz ela sorrindo

 
 

MARCOS – Isso é o meu presente mãe, como eu não tenho dinheiro,  e não posso tirar meu coração do peito sem morrer, fiz este coração de papel, para que a senhora cada vez que abri-lo e olhar dentro saberá que sempre estará nele, pois eu a amo muito mãezinha e sempre a amarei.

 
 

MÃE DE MARCOS – oh! Meu filho! Que presente lindo! Você é um filho maravilhoso, estou muito orgulhosa!

 
 

MARCOS - Eu sou o menino mais feliz que existe, porque a Senhora é minha mãe.

 
 

Os dois saem de cena rindo, brincando, fazendo cócegas um no outro.

 
 

COMENT. Já é o dia das mães, Marcos, Cristina e Joana estão comemorando com suas mães, mas e Pedro o que aconteceu.

 
 

OH! Não, Pedro passou a noite toda no banco, e a noite foi muito fria e de chuva, infelizmente, Pedro já estava com um começo de pneumonia que se agravou muito. Pedro morre, sem ter realizado o seu sonho de ter uma mãe.

 
 

MAS DERREPENTE ALGO ACONTECE.

 
 

NOSSA SENHORA APARECIDA – Pedro, Pedrinho meu filho acorde!

 
 

PEDRINHO – Quem é você? – coçando os olhos.

 
 

NOSSA SENHORA – Eu sou sua mãe meu filho.

 
 

PEDRINHO – ENTÃO a senhora quer ser minha mãe, oh! Que bom estou tão feliz, posso lhe dar um abraço.

 
 

NOSSA SENHORA – claro meu filho, mas só se for bem apertado

 
 

Os dois se abraçam .

 
 

PEDRO- então a senhora vai cuidar de  mim, nunca mais vou passar frio, nem fome, nunca mais vou ser sozinho.

                                                                                
 

NOSSA SENHORA – Não nunca mais meu filho, para onde eu vou te levar não existe nada ruim, só coisas boas.

 
 

PEDRO – E  onde é esse lugar, mamãe?

 
 

NOSSA SENHORA - é o céu meu filho.

 
 

PEDRO - OH! Mãezinha! estou tão feliz de ter te encontrado.

 
 

Coment. E Maria pegando Pedrinho pela mão o leva para o céu, para junto de outras crianças que só lá tiveram uma mãe.

 
 

Canta : Mãezinha do céu, e todos os personagens aparecem no palco juntos e depois que termina o canto. Dizem:

 
 

TODOS OS DIAS SÃO DIAS DAS MÃES, VIVA TODAS AS MÃES!

 
 

VIVA!!                             

                                      F I M

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