terça-feira, 14 de setembro de 2010

mateus

Mateus 13 e 14 E 19 ; 13 – 29


 

  1. O semeador ( 13 : 1-23)
  2. O joio ( 13 : 24-30)
  3. O grão de mostarda ( 13 : 31-32)
  4. O fermento ( 13 : 33-35)
  5. O tesouro a pérola e a rede (13 : 44-52)
  6. Primeira multiplicação ( 14 : 13-21)
  7. Jesus caminha sobre as águas ( 14 : 22-36)
  8. As crianças (19 : 13-15)
  9. O jovem rico (19 : 19-29
  10. Operário da vinha (20 : 1-16)


     


     

  1. O semeador ( 13 : 1-23)

Disse ele: Um semeador saiu a semear. E, semeando, parte da semente caiu ao longo do caminho; os pássaros vieram e a comeram.

Outra parte caiu em solo pedregoso, onde não havia muita terra, e nasceu logo, porque a terra era pouco profunda.

Logo, porém, que o sol nasceu, queimou-se, por falta de raízes.

Outras sementes caíram entre os espinhos: os espinhos cresceram e as sufocaram.

Outras, enfim, caíram em terra boa: deram frutos, cem por um, sessenta por um, trinta por um.

Aquele que tem ouvidos, ouça.

Os discípulos aproximaram-se dele, então, para dizer-lhe: Por que lhes falas em parábolas?

Respondeu Jesus: Porque a vós é dado compreender os mistérios do Reino dos céus, mas a eles não.

Ao que tem, se lhe dará e terá em abundância, mas ao que não tem será tirado até mesmo o que tem.

Eis por que lhes falo em parábolas: para que, vendo, não vejam e, ouvindo, não ouçam nem compreendam.

Assim se cumpre para eles o que foi dito pelo profeta Isaías: Ouvireis com vossos ouvidos e não entendereis, olhareis com vossos olhos e não vereis,

porque o coração deste povo se endureceu: taparam os seus ouvidos e fecharam os seus olhos, para que seus olhos não vejam e seus ouvidos não ouçam, nem seu coração compreenda; para que não se convertam e eu os sare {Is 6,9s}.

Mas, quanto a vós, bem-aventurados os vossos olhos, porque vêem! Ditosos os vossos ouvidos, porque ouvem!

Eu vos declaro, em verdade: muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes e não o viram, ouvir o que ouvis e não ouviram.

Ouvi, pois, o sentido da parábola do semeador:

quando um homem ouve a palavra do Reino e não a entende, o Maligno vem e arranca o que foi semeado no seu coração. Este é aquele que recebeu a semente à beira do caminho.

O solo pedregoso em que ela caiu é aquele que acolhe com alegria a palavra ouvida,

mas não tem raízes, é inconstante: sobrevindo uma tribulação ou uma perseguição por causa da palavra, logo encontra uma ocasião de queda.

O terreno que recebeu a semente entre os espinhos representa aquele que ouviu bem a palavra, mas nele os cuidados do mundo e a sedução das riquezas a sufocam e a tornam infrutuosa.

A terra boa semeada é aquele que ouve a palavra e a compreende, e produz fruto: cem por um, sessenta por um, trinta por um.

2- O joio ( 13 : 24-30)

Jesus propôs-lhes outra parábola: O Reino dos céus é semelhante a um homem que tinha semeado boa semente em seu campo.

Na hora, porém, em que os homens repousavam, veio o seu inimigo, semeou joio no meio do trigo e partiu.

O trigo cresceu e deu fruto, mas apareceu também o joio.

Os servidores do pai de família vieram e disseram-lhe: - Senhor, não semeaste bom trigo em teu campo? Donde vem, pois, o joio?

Disse-lhes ele: - Foi um inimigo que fez isto! Replicaram-lhe: - Queres que vamos e o arranquemos?

- Não, disse ele; arrancando o joio, arriscais a tirar também o trigo.

Deixai-os crescer juntos até a colheita. No tempo da colheita, direi aos ceifadores: arrancai primeiro o joio e atai-o em feixes para o queimar. Recolhei depois o trigo no meu celeiro.


 

3- O grão de mostarda ( 13 : 31-32)

Em seguida, propôs-lhes outra parábola: O Reino dos céus é comparado a um grão de mostarda que um homem toma e semeia em seu campo.

É esta a menor de todas as sementes, mas, quando cresce, torna-se um arbusto maior que todas as hortaliças, de sorte que os pássaros vêm aninhar-se em seus ramos.

4- O fermento ( 13 : 33-35)

Disse-lhes, por fim, esta outra parábola. O Reino dos céus é comparado ao fermento que uma mulher toma e mistura em três medidas de farinha e que faz fermentar toda a massa.

Tudo isto disse Jesus à multidão em forma de parábola. De outro modo não lhe falava,

para que se cumprisse a profecia: Abrirei a boca para ensinar em parábolas; revelarei coisas ocultas desde a criação {Sl 77,2}.

5- O tesouro a pérola e a rede (13 : 44-52)

O Reino dos céus é também semelhante a um tesouro escondido num campo. Um homem o encontra, mas o esconde de novo. E, cheio de alegria, vai, vende tudo o que tem para comprar aquele campo.

O Reino dos céus é ainda semelhante a um negociante que procura pérolas preciosas.

Encontrando uma de grande valor, vai, vende tudo o que possui e a compra.

O Reino dos céus é semelhante ainda a uma rede que, jogada ao mar, recolhe peixes de toda espécie.

Quando está repleta, os pescadores puxam-na para a praia, sentam-se e separam nos cestos o que é bom e jogam fora o que não presta.

Assim será no fim do mundo: os anjos virão separar os maus do meio dos justos

e os arrojarão na fornalha, onde haverá choro e ranger de dentes.

Compreendestes tudo isto? Sim, Senhor, responderam eles.

Por isso, todo escriba instruído nas coisas do Reino dos céus é comparado a um pai de família que tira de seu tesouro coisas novas e velhas.

6 -Primeira multiplicação ( 14 : 13-21)

A essa notícia, Jesus partiu dali numa barca para se retirar a um lugar deserto, mas o povo soube e a multidão das cidades o seguiu a pé.

Quando desembarcou, vendo Jesus essa numerosa multidão, moveu-se de compaixão para ela e curou seus doentes.

Caía a tarde. Agrupados em volta dele, os discípulos disseram-lhe: Este lugar é deserto e a hora é avançada. Despede esta gente para que vá comprar víveres na aldeia.

Jesus, porém, respondeu: Não é necessário: dai-lhe vós mesmos de comer.

Mas, disseram eles, nós não temos aqui mais que cinco pães e dois peixes. _

Trazei-mos, disse-lhes ele.

Mandou, então, a multidão assentar-se na relva, tomou os cinco pães e os dois peixes e, elevando os olhos ao céu, abençoou-os. Partindo em seguida os pães, deu-os aos seus discípulos, que os distribuíram ao povo.

Todos comeram e ficaram fartos, e, dos pedaços que sobraram, recolheram doze cestos cheios.

Ora, os convivas foram aproximadamente cinco mil homens, sem contar as mulheres e crianças.

7- Jesus caminha sobre as águas ( 14 : 22-36)

Logo depois, Jesus obrigou seus discípulos a entrar na barca e a passar antes dele para a outra margem, enquanto ele despedia a multidão.

Feito isso, subiu à montanha para orar na solidão. E, chegando a noite, estava lá sozinho.

Entretanto, já a boa distância da margem, a barca era agitada pelas ondas, pois o vento era contrário.

Pela quarta vigília da noite, Jesus veio a eles, caminhando sobre o mar.

Quando os discípulos o perceberam caminhando sobre as águas, ficaram com medo: É um fantasma! disseram eles, soltando gritos de terror.

Mas Jesus logo lhes disse: Tranqüilizai-vos, sou eu. Não tenhais medo!

Pedro tomou a palavra e falou: Senhor, se és tu, manda-me ir sobre as águas até junto de ti!

Ele disse-lhe: Vem! Pedro saiu da barca e caminhava sobre as águas ao encontro de Jesus.

Mas, redobrando a violência do vento, teve medo e, começando a afundar, gritou: Senhor, salva-me!

No mesmo instante, Jesus estendeu-lhe a mão, segurou-o e lhe disse: Homem de pouca fé, por que duvidaste?

Apenas tinham subido para a barca, o vento cessou.

Então aqueles que estavam na barca prostraram-se diante dele e disseram: Tu és verdadeiramente o Filho de Deus.

E, tendo atravessado, chegaram a Genesaré.

As pessoas do lugar o reconheceram e mandaram anunciar por todos os arredores. Apresentaram-lhe, então, todos os doentes,

rogando-lhe que ao menos deixasse tocar na orla de sua veste. E, todos aqueles que nele tocaram, foram curados.

8- As crianças (19 : 13-15)

Foram-lhe, então, apresentadas algumas criancinhas para que pusesse as mãos sobre elas e orasse por elas. Os discípulos, porém, as afastavam.

Disse-lhes Jesus: Deixai vir a mim estas criancinhas e não as impeçais, porque o Reino dos céus é para aqueles que se lhes assemelham.

E, depois de impor-lhes as mãos, continuou seu caminho

9- O jovem rico (19 : 19-29

honra teu pai e tua mãe, amarás teu próximo como a ti mesmo.

Disse-lhe o jovem: Tenho observado tudo isto desde a minha infância. Que me falta ainda?

Respondeu Jesus: Se queres ser perfeito, vai, vende teus bens, dá-os aos pobres e terás um tesouro no céu. Depois, vem e segue-me!

Ouvindo estas palavras, o jovem foi embora muito triste, porque possuía muitos bens.

Jesus disse então aos seus discípulos: Em verdade vos declaro: é difícil para um rico entrar no Reino dos céus!

Eu vos repito: é mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus.

A estas palavras seus discípulos, pasmados, perguntaram: Quem poderá então salvar-se?

Jesus olhou para eles e disse: Aos homens isto é impossível, mas a Deus tudo é possível.

Pedro então, tomando a palavra, disse-lhe: Eis que deixamos tudo para te seguir. Que haverá então para nós?

Respondeu Jesus: Em verdade vos declaro: no dia da renovação do mundo, quando o Filho do Homem estiver sentado no trono da glória, vós, que me haveis seguido, estareis sentados em doze tronos para julgar as doze tribos de Israel.

E todo aquele que por minha causa deixar irmãos, irmãs, pai, mãe, mulher, filhos, terras ou casa receberá o cêntuplo e possuirá a vida eterna

10 -Operário da vinha (20 : 1-16)


 

Com efeito, o Reino dos céus é semelhante a um pai de família que saiu ao romper da manhã, a fim de contratar operários para sua vinha.

Ajustou com eles um denário por dia e enviou-os para sua vinha.

Cerca da terceira hora, saiu ainda e viu alguns que estavam na praça sem fazer nada.

Disse-lhes ele: - Ide também vós para minha vinha e vos darei o justo salário.

Eles foram. À sexta hora saiu de novo e igualmente pela nona hora, e fez o mesmo.

Finalmente, pela undécima hora, encontrou ainda outros na praça e perguntou-lhes: - Por que estais todo o dia sem fazer nada?

Eles responderam: - É porque ninguém nos contratou. Disse-lhes ele, então: - Ide vós também para minha vinha.

Ao cair da tarde, o senhor da vinha disse a seu feitor: - Chama os operários e paga-lhes, começando pelos últimos até os primeiros.

Vieram aqueles da undécima hora e receberam cada qual um denário.

Chegando por sua vez os primeiros, julgavam que haviam de receber mais. Mas só receberam cada qual um denário.

Ao receberem, murmuravam contra o pai de família, dizendo:

- Os últimos só trabalharam uma hora... e deste-lhes tanto como a nós, que suportamos o peso do dia e do calor.

O senhor, porém, observou a um deles: - Meu amigo, não te faço injustiça. Não contrataste comigo um denário?

Toma o que é teu e vai-te. Eu quero dar a este último tanto quanto a ti.

Ou não me é permitido fazer dos meus bens o que me apraz? Porventura vês com maus olhos que eu seja bom?

Assim, pois, os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos. { Muitos serão os chamados, mas poucos os escolhidos.}


 

Nenhum comentário:

Postar um comentário